Dois abusadores e assassinos de crianças vão agora responder pelos crimes que cometeram na cidade de Curitiba. Os casos foram solucionados graças à identificação genética dos criminosos, a partir de material colhido nas cenas dos dois crimes e comparados com os dados armazenados no Banco Nacional de DNA. Essa resolução somente foi possível, entretanto, porque desde 2012, uma lei federal (12.654/2014), nascida de uma proposta do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI), permite a coleta de material genético de condenados como forma de identificação criminal e o armazenamento desse material em um banco nacional de perfis genéticos.

O caso mais recente ocorreu na quinta-feira, 19 de setembro. Carlos Eduardo Santos foi identificado como o principal suspeito do assassinato de menina Rachel Genofre, de 9 anos, cujo corpo foi achado dentro de uma mala na Rodoviária de Curitiba.

O primeiro caso, também na capital paranaense, deu-se com a identificação de Elias Gonçalves Conceição, cujo material genético estava na cena do assassinato de Aparecida de Fátima Alves Garcia, de 34 anos. Ela foi morta após ser estuprada em um terreno baldio enquanto estava voltando para casa, na Cidade Industrial de Curitiba. O crime ocorreu em 14 de março de 2010.

Diante das notícias de êxitos na solução desse tipo de crime, o senador Ciro Nogueira, mostrou estar feliz com os resultados alcançados pela lei até aqui. Ele manifestou a necessidade de avanços na quantidade de perfis genéticos armazenados no banco, o que vai permitir mais eficiência na elucidação de crimes como homicídios e estupros, por exemplo. Atualmente, segundo dados do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, existem 30 mil perfis genéticos cadastrados.