A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) vai realizar, na quarta-feira (10), uma audiência pública para debater a política de preços do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para uso residencial, conhecido como gás de cozinha. O debate foi convocado a partir de um requerimento do senador Ciro Nogueira (Progressistas/PI) na comissão.

 “O Senado tem que debater esse tema, devemos dar uma resposta ao consumidor de baixa renda, principalmente às donas de casa do nosso País. Esse é um item fundamental no dia-a-dia das pessoas e que está pesando no bolso da população”, justifica Ciro.

O preço médio ao consumidor final no Brasil, no mês de maio, era de R$ 63,29, chegando a ultrapassar os R$ 100,00 em algumas regiões. O senador explica que a atual política de preços para o GLP, anunciada pela Petrobrás em 2018, acumulou alta de 64,6% no ano. A partir de 2018 os reajustes foram menores, porém Ciro considera que o preço para o consumidor final ainda é elevado, levando os brasileiros a terem que busca outras alternativas.

“Um quinto das famílias brasileiras já voltou a usar lenha ou carvão para cozinhar. Isso é um absurdo”, afirma.

Ciro destaca que o objetivo da audiência é verificar se a atual política de preços é a mais correta e benéfica para o cidadão, assim como traçar o que pode ser feito para reduzir os custos para a população.

Além de Ciro, vão participar da audiência o secretário Especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior; o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Alexandre Jorge da Costa; o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia, Márcio Félix; o presidente da Petrobras; Roberto Castello Branco; o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Décio Oddone; o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo, Sérgio Bandeira de Mello; o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares; e um representante da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (ASMIRG-BR).

Foto: Pedro França/Agência Senado